Todos no mesmo <em>Metro</em>
O Governo e o conselho de gerência do Metropolitano lançaram, na comunicação social que controlam, uma ofensiva, assente na mentira e na mistificação, para virar os utentes contra os trabalhadores.
A política actual visa criar condições para a privatização
A denúncia foi feita pelo Executivo da Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP, que emitiu, no dia 15, um comunicado intitulado «Utentes e trabalhadores, a mesma luta», em que recorda que esta é «uma estratégia conhecida e utilizada há 30 anos, para justificar os ataques sucessivos aos direitos dos trabalhadores, apresentados como “privilégios”».
O Executivo da DORL lembra os resultados dessa estratégia: «a destruição dos direitos e a degradação do poder de compra dos trabalhadores e do conjunto da população, e o aumento dos verdadeiros privilégios para o grande capital e os seus “boys”».
Acusando o Governo e o CG de pretenderem criar as condições para proceder à privatização do Metro e «colocar mais este serviço e esta empresa pública nas mãos do capital privado, à custa dos trabalhadores e dos utentes», os comunistas apontam alguns graves reflexos de tal orientação:
- entre 1997 e 2006 a rede do Metro expandiu-se de 20,6 km para 35,6 km, passou de duas para quatro linhas em operação e de 30 para 48 estações; com sucessivas reestruturações, foram criados mais e mais cargos de direcção, com remunerações cada vez mais elevadas, e foram entregues cada vez mais serviços a terceiros; no mesmo período, houve uma redução de 403 postos de trabalho, afectando a segurança de circulação e a qualidade do serviço.
A lógica privatizadora do Governo e do CG está na base da tentativa de destruição do Acordo de Empresa e da liquidação dos direitos dos trabalhadores, o que tornaria o Metro «mais apetecível para a privatização», acusam os comunistas, realçando que os utentes, «na maioria trabalhadores, têm tudo a ganhar com a luta dos trabalhadores do Metropolitano».
Negociações
Para ontem, estava marcada uma nova reunião dos representantes sindicais com o conselho de gerência, em que este deveria apresentar uma proposta sobre a prorrogação do prazo de vigência do Acordo de Empresa e também sobre algumas matérias que pretenda alterar no AE em vigor.
Ao fim de várias greves, realizadas desde Junho passado, sempre com muito elevados índices de adesão, o CG tentou apresentar, no dia 17, uma proposta de alteração completa do AE, cuja vigência termina no final do ano.
«Nós rejeitámos essa intenção e esperamos que dia 24 nos indiquem quatro ou cinco questões fulcrais para revisão», disse ao Avante! o camarada Diamantino Lopes, dirigente da Festru/CGTP-IN e porta-voz das cinco estruturas sindicais do Metro nas negociações com o CG e o Governo, sublinhando que «há matérias que consideramos inegociáveis, como aquelas que têm a ver com a segurança dos passageiros, do trabalhadores e do bens da empresa».
A situação na empresa, a posição dos sindicatos e o papel dos comunistas na luta em curso serão abordados, no próximo número do Avante!, em entrevista com Diamantino Lopes e com Anabela Carvalheira, também dirigente sindical e do Sector de Transportes da ORL do Partido.
O Executivo da DORL lembra os resultados dessa estratégia: «a destruição dos direitos e a degradação do poder de compra dos trabalhadores e do conjunto da população, e o aumento dos verdadeiros privilégios para o grande capital e os seus “boys”».
Acusando o Governo e o CG de pretenderem criar as condições para proceder à privatização do Metro e «colocar mais este serviço e esta empresa pública nas mãos do capital privado, à custa dos trabalhadores e dos utentes», os comunistas apontam alguns graves reflexos de tal orientação:
- entre 1997 e 2006 a rede do Metro expandiu-se de 20,6 km para 35,6 km, passou de duas para quatro linhas em operação e de 30 para 48 estações; com sucessivas reestruturações, foram criados mais e mais cargos de direcção, com remunerações cada vez mais elevadas, e foram entregues cada vez mais serviços a terceiros; no mesmo período, houve uma redução de 403 postos de trabalho, afectando a segurança de circulação e a qualidade do serviço.
A lógica privatizadora do Governo e do CG está na base da tentativa de destruição do Acordo de Empresa e da liquidação dos direitos dos trabalhadores, o que tornaria o Metro «mais apetecível para a privatização», acusam os comunistas, realçando que os utentes, «na maioria trabalhadores, têm tudo a ganhar com a luta dos trabalhadores do Metropolitano».
Negociações
Para ontem, estava marcada uma nova reunião dos representantes sindicais com o conselho de gerência, em que este deveria apresentar uma proposta sobre a prorrogação do prazo de vigência do Acordo de Empresa e também sobre algumas matérias que pretenda alterar no AE em vigor.
Ao fim de várias greves, realizadas desde Junho passado, sempre com muito elevados índices de adesão, o CG tentou apresentar, no dia 17, uma proposta de alteração completa do AE, cuja vigência termina no final do ano.
«Nós rejeitámos essa intenção e esperamos que dia 24 nos indiquem quatro ou cinco questões fulcrais para revisão», disse ao Avante! o camarada Diamantino Lopes, dirigente da Festru/CGTP-IN e porta-voz das cinco estruturas sindicais do Metro nas negociações com o CG e o Governo, sublinhando que «há matérias que consideramos inegociáveis, como aquelas que têm a ver com a segurança dos passageiros, do trabalhadores e do bens da empresa».
A situação na empresa, a posição dos sindicatos e o papel dos comunistas na luta em curso serão abordados, no próximo número do Avante!, em entrevista com Diamantino Lopes e com Anabela Carvalheira, também dirigente sindical e do Sector de Transportes da ORL do Partido.